Fuaspec se une aos professores e servidores na luta por melhorias na Educação

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Nesta quarta-feira, 06, a coordenação do Fórum Unificado das Associações e Sindicatos de Servidores Públicos (Fuaspec) participou do ato público promovido por professores, estudantes e servidores das três universidades estaduais: Universidade Estadual do Ceará (Uece), Universidade Estadual do Vale do Acaraú e Universidade Regional do Cariri (Urca) que estão em greve. A caminhada visava marchar pelas ruas da cidade rumo ao Palácio da Abolição, mas bloqueios policiais impediram a chegada dos manifestantes.


O protesto reivindicava, dentre outras, melhorias estruturais nas universidades, regulamentação do Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos (PCCV) dos docentes, PCCV para os servidores, realização de concurso para contratação de professores efetivos e aumento da verba destinada às instituições.


Em apoio aos manifestantes, a coordenadora-geral do Fuaspec e representante do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Estadual do Ceará (Mova-se), Jeruza Matos, destacou a forma de descaso que o Governo do Estado age com os servidores. “O governador não negocia com os servidores, só manda recados. O Fuaspec não é recebido há mais de dois anos. É uma falta de respeito com os servidores. Por isso, é hora de unirmos forças companheiros em defesa de nossos direitos, por mais investimentos no ensino superior, pesquisa e extensão e em prol de uma sociedade mais justa,” afirma.


Segundo a representante do Sindicato dos Fazendários (Sintaf) e membro da coordenação do Fuaspec, Ana Maria Ferreira, o concurso público para as três Universidades deve ser prioridade para um governo comprometido com o povo. “Estamos revoltados com a situação das Universidades do Estado. Um governo que não prioriza a educação, que não valoriza o serviço público, que patrocina obras faraônicas e que alastrou todas as secretarias do estado com terceirizados, num verdadeiro desmonte do serviço público, só merece repúdio,“ declara.


Mesmo com os professores em greve desde o dia 29 de outubro, o Governo não manifestou qualquer possibilidade de diálogo. O comando de greve foi recebido pelos representantes da Casa Militar, porém, nada foi encaminhado. As categorias continuam paralisadas. 

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