Água mineral que abastece órgãos estaduais novamente sob suspeita

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Segundo o documento assinado pela coordenadora da COGEC/SEPLAG, Carmem Silvia de Castro Cavalcante, os três lotes apresentaram resultados insatisfatórios, registrando presença de bactérias acima do NMP (nível máximo de tolerância de coliformes fecais), conforme resolução nº 275/2003 da ANVISA.

A denúncia chegou ao MOVA-SE pelo diretor Boutala Neto, que foi procurado por servidores de diversas unidades. Intrigados pelo desabastecimento de duas semanas e tendo que fazer cota para matar a sede, estes servidores procuraram por conta própria e encontraram o motivo. O esclarecimento não foi dado pelos gestores, mas por um “vazamento” de informações. Ou seja, caso não tivessem “bisbilhotado” eles não descobririam que estavam bebendo água contaminada.

O monitoramento da água consumida pelos servidores do estado é feito de três em três meses. Segundo a assessora técnica da Vigilância Sanitária, Ana Márcia Melo, não houve tempo hábil para o recolhimento dos lotes contaminados que abasteceram as unidades estaduais “porque água é um produto rapidamente consumido e quando o resultado das amostras saiu já era tarde”.
Liberada para o consumo

Os exames nos recipientes foram realizados pelo Laboratório Central a pedido da Vigilância Sanitária e, de acordo com a chefe de divisão de produtos do LACEN, Dra. Alice Passos, o problema já está solucionado. Após o laudo de contaminação, que interditou a empresa, foram feitas novas análises de amostras extraídas diretamente na fonte da Meuzamor Água e Alimentos Industrial Ltda, detentora da marca Dulcinágua. A conclusão foi satisfatória para todas as novas amostras e a Dulcinágua está novamente liberada para o consumo nas repartições. “A empresa fez a higienização nas tubulações e as adequações exigidas”, explicou Ana Márcia Melo.
Problema se repete

Essa não é a primeira vez que a água dos servidores é reprovada nos últimos meses. Há cinco meses, a empresa de água mineral Conterrânea, localizada em Aquiraz, foi multada em R$ 70 mil e teve parte da produção, referente à fonte Santa Letícia, embargada pela Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace). A ação aconteceu após a Gerência de Análise e Monitoramento (Geamo) constatar a presença de coliformes termotolerantes, que contraria a Portaria 518/04 do Ministério da Saúde. Na ocasião, a água oficial era a “Conterrânea”, que foi proibida de distribuir 1.523 garrafões de 20 litros e 60 de 10 litros.
Servidores podem denunciar anonimamente:

No Núcleo de Vigilância Sanitária – pelo telefone 3101.5287

Na SEMACE – através do Disque Natureza (0800-2752233). A ligação pode ser feita de segunda a sexta-feira, de 8 às 12h e das 13 às 17h.

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