Hospitais da Capital estão lotados

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Esta semana, além da costumeira lotação do HGF e IJF, o Hospital de Messejana apresentou impossibilidade de atender novos pacientes.


A lotação dos hospitais de alta complexidade não é mais novidade para a população que precisa do serviço. Atualmente, as emergências do Hospital Geral de Fortaleza (HGF) e do Instituto doutor José Frota (IJF) estão operando acima de suas capacidades. Na última quarta-feira, o Hospital de Messejana (HM) passou por situação de lotação e impossibilidade de recebimento de novos pacientes.


Ontem, o HGF tinha 108 pacientes nos corredores da emergência, além da ocupação dos 96 leitos e de outros 12 de recuperação, usados após cirurgias. Já o IJF possuía 68 pacientes além da capacidade da emergência, que é de 50 leitos. Dessa forma, o total de pacientes era de 118, sendo 52% do interior do Estado e 48% de Fortaleza, informou a assessoria de imprensa da unidade.


O POVO teve acesso a documento que evidencia a lotação no Hospital de Messejana. De acordo com ele, o HM não teria mais macas para internamento na emergência e muitos pacientes estariam internados em cadeiras. A situação impossibilitaria o hospital de receber novos pacientes.


De acordo com Messias Simões, diretor médico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Fortaleza, a situação não é “privilégio” desta unidade, como é de conhecimento público. Simões lembrou da dificuldade enfrentada em todo o País pelos usuários, até mesmo com cobertura particular, com a insuficiência do atendimento. “Isso é um problema sistêmico”, avaliou. O diretor explicou que, diante da situação de unidades lotadas, o paciente pode ficar em três locais: na rua (ou em casa), dentro da ambulância ou nos corredores, sendo esta opção a “menos pior”.


No caso do Hospital de Messejana, que possui perfil terciário especializado em doenças cardíacas e pulmonares, o documento recomenda que haja regulação no caso de pacientes que exijam cuidados só disponíveis na unidade.

Messias Simões explica que, desde 2004, existe a Política Nacional de Atenção às Urgências, que indica que, se o paciente precisar de atendimento que só existe em determinada unidade, o hospital tem que atender, independentemente da existência de vagas.

Medidas emergenciais

Segundo a assessoria do HGF, a unidade recebe, por dia, 80 pacientes além da capacidade. Como medidas imediatas, foram contratados mais 30 leitos da Santa Casa de Misericórdia, além de 20 do Hospital Geral da Polícia Militar e 40 do Hospital Fernandes Távora, no bairro Floresta. Todos são para dar apoio ao HGF.


Por meio de nota, a assessoria de imprensa do HM informou que o atendimento acima da capacidade foi pontual, pois o hospital Prontocárdio, que dá suporte à unidade na transferência de pacientes, estava com a máquina de hemodinâmica (necessária para os procedimentos) em manutenção. O atendimento já estava regularizado ontem, segundo a assessoria.

ENTENDA A NOTÍCIA

Hospitais trabalhando acima da capacidade e recebendo casos fora do perfil de atendimento são comuns. Ontem, o HGF tinha 108 pacientes nos corredores e o IJF, 68 a mais que a capacidade.


Fonte: OPovo

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