Nota de apoio à greve dos petroleiros e de defesa à soberania nacional

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Nós, da direção recentemente eleita e empossada do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Estadual do Ceará – MOVA-SE, manifestamos antes de tudo, a nossa indignação perante o desmonte do Estado brasileiro e especificamente aos ataques à Petrobrás e seu conjunto de trabalhadores e trabalhadoras.

O retrógrado governo Bolsonaro mantém uma política de preços nos combustíveis baseada no mercado internacional, obriga a Petrobras a reduzir sua capacidade interna de refinamento do petróleo, promovendo preços altos nos combustíveis e afetando negativamente o desenvolvimento nacional, ainda muito dependente dos derivados de petróleo para transporte de insumos e produtos. Também é proibitivo o atual preço do gás de cozinha, prejudicando a rotina e a renda de milhões de brasileiras e brasileiros. A privatização paulatina e criminosa da Petrobrás tende a agravar esta situação, além de direcionar recursos do pré-sal, (por exemplo),para empresas estrangeiras, que deveriam complementar políticas públicas voltadas para educação, saúde e geração de empregos.

O Sindicato patronal de revendedores de gás, junto ao Ministério Público, tenta de forma intransigente boicotar a ação nacional da Federação Única dos Petroleiros – FUP e Sindicato dos Petroleiros – Sindipetro/CE-PI que consiste em subsidiar durante a greve a aquisição de gás de cozinha por preços mais baratos à população, como forma de dialogar com o povo durante a greve.

Manifestamos também nosso apoio à legítima e grandiosa greve dos petroleiros, deflagrada em 1º/02/20 e notavelmente invisibilizada pelos maiores veículos de comunicação. Até quinta-feira (13/02), 113 unidades aderiram à greve, em 13 estados, com mais de 20 mil petroleiros e petroleiras mobilizados(as), que exigem cumprimento o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e a suspensão das demissões de centenas de trabalhadores e trabalhadoras. Exigem ainda, o fim das transferências arbitrárias e das pressões para adesão ao plano de demissão voluntária.

A direção do MOVA-SE, portanto, entende o alerta feito pelos petroleiros e petroleiras, afirmando que o ataque aos trabalhadores e trabalhadoras do serviço público e às empresas nacionais faz parte do desmonte do Estado liderado pelo atual governo federal, em parceria com empresariado multinacional, retirando do povo brasileiro uma possibilidade de contribuir para soberania nacional no domínio das matrizes de energia, pois a Petrobras possui a expertise traduzida na tecnologia acumulada e na capacidade de trabalho dos petroleiros e petroleiras.

Defender a Petrobrás e seus trabalhadores e trabalhadoras em luta é defender o Brasil!

Força e vitória aos companheiros e às companheiras do Sindipetro/CE-PI e da FUP!

Pela defesa do serviço público de qualidade e de quem trabalha no serviço público, MOVA-SE manifesta seu apoio.

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