MORO: O ZEUS DE BARRO

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Alguns advogados pensam que são Deus; já os juízes tem certeza disso no caso do juiz Sergio Moro esse tem convicção absoluta que é o próprio Zeus (Deus dos deuses). Um Zeus dum Olimpo de pés de barro como está descortinando agora.

As decisões que tomou quanto a Marice Correa de Lima, cunhada do ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, que foi declarada com estardalho foragida, quando na verdade estava participando de Congresso de sindicalistas no Panamá e que voltou ao Brasil logo que soube que tinha sido convocada a depor, sendo presa e tendo sua prisão prorrogada pelo juiz Sergio Moro, afirmou ter certeza, sem sombra de dúvidas, que era ela que tinha feito um depósito de trezentos mil reais, quando não verdade eram três mil reais do salário de sua irmã Giselda, esposa do Vaccari.


O juiz afirmou ainda, que ela “faltou flagrantemente com a verdade”. Quem mentia era ele. Qualquer um, só de olhar as fotografias percebe que são duas pessoas distintas e o juiz ainda tem a cara de pau de pea polícia que faça mais averiguações, e diante da grita das redes sociais se vê obrigado a soltar Marice. Mas não se redime e nem pede desculpas. Acaba a vida da mulher e fica por isso mesmo. Faz de conta que nada aconteceu.


No caso da filha do Paulo Roberto Costa (ex-diretor de abastecimento da Petrobras), ladrão confesso, Arianna Costa Bachmann, que pediu num banco um cheque de quinhentos mil reais e recebe um de cinco milhões, o juiz “nem ti ligo.” Não passa pela cabeça dele procurar saber de onde vêm os quinhentos mil. Já no caso os três mil do salário de aposentadoria da mulher do Vaccari, é dinheiro de lavagem!!!


O ex-policial “Careca” que afirmou o envolvimento de Anastásia e Aécio em falcatruas, ele manda soltar alegando que ele não tinha porque risco fugir, mas o Careca sumiu Dr. Juiz. O juiz Sérgio Moro tem uma história bem montada na mídia de que é especialista em lavagem de dinheiro, é sim. Depois se soube que ele é responsável pela soltura de um parceiro implicado na lavagem de quinhentos milhões, na prefeitura de sua cidade natal Maringá onde foi testemunha de defesa do réu.


No caso do Banestado, onde pela primeira vez o já celebre Alberto Yousself, foi agraciado com a delação premiada, e só denunciou uma porção de arraias miúdas que estão já soltas.


A esposa do juiz Moro que é advogada do PSDB e nega, com uma educação característica proclamando em alto e bom som: que não é advogada nem da PQP. Quanta finess Meritíssimo!


Na operação Lava Jato existe mais de 20 partidos envolvidos, o juiz Moro só prende petistas. Nos casos da lista de Furnas, no escândalo do HSBC, no mensalão mineiro, na operação Zelotes e no roubo no trens de São Paulo, que a mídia chama sutilmente de cartel dos trens de São Paulo, necas de pitibiribas, ninguém é preso… Quando muito um ou outro “telegrama” rápido e superficial e todos dezenas de vezes mais robustos que a o escândalo da Petrobras, que tem alimentado dia a dia manchetes escatológicas na grande mídia.


Na questão Petrobras é unicamente o pré-sal, avaliado por baixo em oito trilhões e oitocentos milhões de reais que eles querem entregar as multinacionais. Moro desconhece que o Pedro Barusco, reú confesso, afirmou que às propinas começaram em 1997 em pleno governo FHC. Deliberadamente só analisa a partir de 2003 e deixa vazar depoimentos, o que é ilegal e todos só incriminando os petistas, sequer adverte seus delegados, os mesmo que se manifestam nas redes contra a Dilma e alavancam o Aécio.


Tudo isso só se traduz numa determinação a omissão do Conselho Nacional de Justiça que não afasta o juiz Moro do caso, criando assim um alicerce, para em seguida pegar o ex-presidente Lula por cima de pau e pedra. Não tem outra.


Por: Luiz Edgard Cartaxo de Arruda Junior (Memorialista)

Colaboração: Fatima Fátima de Deus (Professora)

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